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terça-feira, 8 de maio de 2012

Oona Castro: “Tem jornalista formado que não necessariamente tem compromisso com a ética”

*Por Blog do Fábio Sena

Jornalista formada pela faculdade Cásper-Líbero, coordenadora-executiva do Instituto Overmundo e integrante do Coletivo Brasil de Comunicação Social, o Intervozes, Oona Castro vai na contramão, embora de forma moderada, do posicionamento majoritário de sua categoria quando o assunto é exigência do diploma para exercício da profissão de jornalista. “Tem um monte de jornalista formado que não necessariamente tem compromisso com a ética”.

Depois de participar na manhã deste domingo, ao lado do escritor Emiliano José, de uma “roda de conversa” do Festival da Juventude, ela conversou com o Blog do Fábio Sena e, entre outras coisas, afirmou que a exigência do diploma pode estar servindo apenas para a proliferação de escolas de comunicação “formam só para o mercado mas não estão comprometidas necessariamente com a ética jornalística, com o exercício da profissão de maneira equilibrada”.


Segundo Oona, as instituições às quais está associada, no geral, opinam pela exigência do diploma por entender que há uma disputa com um modelo empresarial na qual a ausência da obrigatoriedade debilita a organização da categoria “e abre mais espaço para que os donos das corporações operem como bem entender”. Pessoalmente, no entanto, a jornalista se questiona o quanto a regulamentação da profissão poderá ajudar a categoria a se organizar. Por outro lado, ela ainda indaga se a regulamentação não vai limitar a liberdade de expressão de outros comunicadores.

“A segunda questão que a gente precisa levar em consideração é o quanto isso não acaba invertendo a lógica, gerando um mercado de escolas, faculdades que formam só para o mercado mas não estão comprometidas necessariamente com a ética jornalística, com o exercício da profissão de maneira equilibrada, justa, dando espaço para as várias vozes do país, então, no fundo, o que eu me pergunto é se a regulamentação passa simplesmente por aí. Acho que tem a regulamentação que é importante, não sei se essa formação é necessariamente o curso universitário, eu acho que a gente precisa trabalhar formação permanente; tem um monte de jornalista formado que não necessariamente tem compromisso com a ética”.

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