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quarta-feira, 30 de outubro de 2019

Quem do PT autorizou negociação espúria com o atual Prefeito?

Foto publicada pelo Blog Blitz Conquista



*por Herberson Sonkha

O PT que se respeita não aceita dialogar com a péssima administração e a desencorajante reputação política do atual prefeito, pois além de sua incapacidade técnica e cognitiva para governar a cidade, ele persegue, corta direitos sociais, pratica o assalariamento de servidores municipais e sucateiam políticas públicas voltadas para a proteção e promoção das populações em situação de risco, sacrificadas por esse modelo societal baseado no livre mercado, privatizações, exploração da força de trabalho e apropriação indébita da riqueza do povo brasileiro.


Esse prefeito é aliado e suspeita-se que tenha recebido dinheiro para a sua campanha de 2016 de condenados pelo STF por lavagem de dinheiro e associação criminosa dos irmãos Vieira Lima de 51 milhões. Tornou-se um filhote do fascista transvertidão falsamente de patriota verde-amarelo, que vem governando autoritariamente o país para as elites financeiras rentistas (nacional e internacional) e destruindo direitos socioeconômicos e políticos da classe trabalhadora e das populações subalternizadas.

O Partido dos Trabalhadores publicou uma necessária resolução em janeiro de 2017 definindo oposição ao governo municipal por questões ideológicas. Rememoremos algumas das motivações que levaram o PT a publicar documento orientando a sua militância em relação ao posicionamento ideopolítico contrário ao desgoverno municipal. O mais importante dentre todas as questões de ordem ideológica, figura-se a questão moral, pois se tratava da dinheirama usada em sua campanha de 2016.

A cidade se lembra de que a presença efetiva de Lúcio Vieira Lima no município se consolidou de tal forma que tinha até foguetório e tudo mais, antevendo a suposta vitória desse candidato. As manifestações públicas feitas em vídeo personalizado veiculado nas mídias sociais mostrou que o candidato sabia o que estava fazendo e o fez de maneira inexoravelmente consciente a defesa intransigente do seu aliado (financiador?) em 2016.

 Naquele momento o prefeito agia como alguém fiel/leal ao seu dono, ignorando o fato das denúncias que pairavam sobre as cabeças dos Vieira Lima, concedendo-lhe uma “justa” retribuição pela generosidade recebida anteriormente pelos condenados. Por isso, ele recebia apoio incondicional para se reeleger para deputado federal, uma estratégia muito comum entre corruptos que buscam no mandato eletivo apenas um negócio lucrativo ou um foro privilegiado – foro especial por prerrogativa de função.

A cidade cometa que o atual prefeito teve sua campanha eleitoral financiada com dinheiro vindos dos irmãos Vieira Lima. Se é verdade ainda não sabemos, mas o fato relevante é que aqueles dois foram sentenciados pelo STF como larápios do erário público do grupo de Michel Temer – que também já fora ministro do PT contrariando a militância de esquerda na Bahia.

Em 2017 a operação da PF prendeu o intocável com a boca na botija. Ou melhor, a chave do apartamento com malas abarrotadas de dinheiro de lavagem e associação criminosa que rendeu a bagatela de 51 milhões em notas de real e dólar.

Segundo matéria veiculada em 22/10/2019 pelo site Globo.com, por meio do G1.com, em que reproduz a matéria do Jornal Nacional, a emissora notícia que “O Supremo Tribunal Federal condenou por lavagem de dinheiro e associação criminosa o ex-ministro Geddel Vieira Lima e o irmão, o ex-deputado Lúcio Vieira Lima. Eles foram julgados no caso das malas com milhões de reais que foram encontradas num apartamento de Salvador”.

A outra razão para o Partido dos Trabalhadores de Vitória da Conquista recomendar a militância organizar e fazer oposição ideológica ao prefeito atual é a defesa peremptória da dignidade de seus principais quadros torrados pelo golpe. Em Vitória da Conquista o grupo que foram as ruas protestar contra a “corrupção” e pela destituição do PT do comando político do governo federal e municipal – a do tchau querida – foi o mesmo que apoiou a campanha do prefeito em 2016 e a do fascista Bolsonaro em 2018.

Esse prefeito incapaz e o seu péssimo governo vaticinou o fascista que se elegeu presidente porque foi favorecido pelo golpe contra o povo brasileiro, cuja campanha publicitaria nacional intensa feita pela Rede Globo tinha com finalidade fragilizar o governo e difamar a ex-presidente Dilma Rousseff (a estória da pedalada fiscal de Janaína Pascoal, Miguel Reale Júnior) e a condenação e prisão do ex-presidente Lula – a tal propriedade do tríplex e o sítio de Atibaia.  

Esse desgoverno está mergulhado até a alma em águas fétidas do submundo política municipal, por isso deve ser combatido sistemática e ideologicamente pelos partidos de esquerda, movimentos sociais, sindicais, estudantis e por pessoas que têm consciência política adquirida por meio das lutas de classes. Qualquer dialogo que indique alinhamento com essa turma representante do andar de cima, derrete quaisquer valores, princípios ou possibilidade de seriedade na política.

O que fazer com o sopitar fétido que emerge das entranhas pútridas do submundo da politicagem desse governo e suas relações promiscuas de edis filiados ao PT, senão reconhecer o caráter histórico dessa reciprocidade cortes entre velhos “cavalheiros” amigos que fazem acordos no anonimato para achacar a população Conquistense, sobretudo em encontros nada ocasionais na casa do principal aliado de corruptos condenados pela justiça.

 Absolutamente nada! Aliás, nada vírgula, pois alega em seu favor uma suposta autorização dada pelo “partido”. Não obstante a esse álibi quase infalível de quem se comporta geralmente a margem da lei (preterido as regras do jogo) e vive vaidosamente à espreita de algum perguntador para responder que estava a serviço dos interesses do partido, preciso preguntar aos militantes do PT de qual instituição partidária estamos falando.

Desconheço esse partido que autorizou tal reunião espúria com esse incapaz politicamente. Desconheço qualquer dirigente partidário que perde a compostura ética e joga seus princípios ideológicos na lata do lixo apenas para salvar mandatos estéreis ou construir candidaturas paralelas e conservadoras sem nenhum estofo político para tal. Desconheço qualquer dirigente sem compromisso com os valores, a história e a ideologia de esquerda do PT.

Quem autorizou a visita, naturalizando o conteúdo irrevelável da negociação? Terá sido mais uma movimentação velada de vereadores politicamente inconsequentes para atender as demandas de obras para reeleição ou as garrafinhas de querosene desses edis bem-intencionados?

Essa história é reincidente e a omissão do partido poderá leva-lo a mais trágica desmoralização política do partido diante de seu eleitorado que o vê como alternativa a esse desmando e retrocesso na cidade. Pois é, qualquer semelhança terá sido mera coincidência? Nem sempre é sincronia impensada, pois se a malfada reunião aconteceu na casa do principal algoz da militância de esquerda do Partido dos Trabalhadores.

A suspeição começa quando esse autocrata incapaz, mesmo de férias, abre uma “exceção” em sua agenda para receber seus adversários – em tese. Digo adversário porque qualquer pessoa minimamente coerente com os movimentos sociais se tronaria adversária de quem persegue, corta direitos sociais e pratica assalariamento de servidores de carreira.  Mas, se está de férias qual é a agenda mesmo? Algo muito suspeito está acontecendo embaixo do nariz do PT que parece ter perdido o faro para malandragem ou golpe.

Abriu mão da perspicácia do conhecimento empírico e por isso deixou de perceber que o problema começa exatamente quando um ou mais mandatários – cujo mandato pertence ao partido – alegam em sua defesa que o partido autorizou. Como se autoriza tal negociação com quem o próprio partido reconheceu por meio de documento público que é politicamente inadequado, tecnicamente incapaz e truculento no exercício do poder político.

Fica aqui uma pergunta retórica: quem é o partido? Rudival Maturano? A Executiva Municipal foi delegada a decidir sobre isso? O Diretório Municipal deliberou sobre isso? Ou um empreendimento parlamentar qualquer que funciona como condomínio de poder que autorizou?

Penso que o presidente em exercício Rudival Maturano – garantido em sua função de presidir o partido até o final desse ano pelo Estatuto – não foi porque além de responsável e ideologicamente comprometido com os princípios partidários do PT, o mesmo chamou uma importante reunião para discutir o governo eleito e a postura do partido em fevereiro de 2017. Essa reunião gerou um documento e foi expedido como resolução aprovada com a finalidade de orientar a militância e filiados (com ou sem mandato) como se comportar diante desse desgoverno.

A Executiva Municipal também não foi porque existem forças divergentes (esquerda contra a direita) que compõe e se posicionaria contra e informaria as forças internas aliadas ao campo divergente. Até porque uma decisão dessa dimensão passaria por outa instância que não é essa, pois atentaria criminosamente contra o Estatuto uma vez que decidiria questões relacionadas à estratégia e tática partidária e a Executiva Municipal não tem competência para tal.

Portanto, tal comportamento é impensável porque caracteriza um golpe contra a esquerda (única com militância social) e a maioria dos membros da Executiva Municipal não assumiria os riscos de dar um golpe por dentro e a essa altura do campeonato e com os dois dos melhores nomes para disputar a sucessão municipal em 2020. Seria no mínimo uma burrice sem precedentes...

O Diretório Municipal também não foi porque não existe nenhuma convocação formal obedecendo ao rito estatutário que tenha sido feita nesse segundo semestre ou, até antes, com uma pauta que propusesse reavaliar a postura política de oposição ideopolítica do PT frente ao desgoverno atual ou qualquer possibilidade de aproximação, negociação ou alinhamento ao prefeito que acena para a sua reeleição.

Qual teria sido a pessoa ou tendência (já que não existe essa definição por parte da instancia – Executiva ou Diretório Municipal) que autorizou a esses dois vereadores do PT a participarem de qualquer reunião oficial ou extraoficial com o prefeito, excepcionalmente em sua casa?

Isso não tem nenhuma relação às reuniões institucionais que a Câmara Municipal de Vereadores, enquanto relação estabelecida legalmente pelo institucionalidade legislativa, que deve ocorrer regularmente com a representação do Executivo Municipal. Portanto, esse movimento deve ser apurado urgentemente para que não macule a imagem já bastante desgastada do PT em função de certas alianças espúrias e indesejadas pela militância de esquerda do partido. 

A resposta deverá ser dada a sociedade imediatamente porque a cidade precisa saber quem são essas pessoas e o que elas fazem dentro do Partido dos Trabalhadores. Chega de picaretas usarem o partido como escada para promoção pessoal e financeira. Alguma tendência de direita deve assumir esse atentado, uma vez que não devemos aceitar de hipótese alguma que o condomínio de poder organizado dentro do partido possa ter “autorizado” essa negociação no mínimo desonesta.

Ao invés de querer expulsar militantes de esquerda coerentes com a história, valores, princípios e as lutas do partido, talvez devesse reavaliar a hipótese levantada anteriormente de expulsar definitivamente quem faz quaisquer diálogos espúrios de interesses próprios com inimigos de classe, adversário político das populações em situação de múltiplas vulnerabilidades e algoz dos servidores públicos municipais.
terça-feira, 29 de outubro de 2019

O "Arquipélago dos Cânticos" e o septuagésimo quarto aniversário do Lula em Conquista




*por Herberson Sonkha

Por ocasião da comemoração do septuagésimo quarto aniversário do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, excepcionalmente preso, esse dia foi tomado pela militância como agenda oficial do Partido dos Trabalhadores em todo o país. A ideia central é mostrar a cada munícipe nos quatro cantos desse país que a prisão injusta, ilegal e inconstitucional do ex-presidente Lula é parte de um golpe – contra a classe trabalhadora e as populações em situação de risco – e seu desfecho culminaria com a retirada definitiva do ex-torneiro mecânico do páreopor ser favorito – nas disputas eleitorais de 2018.
sábado, 26 de outubro de 2019

A política de educação municipal conquistense se tornou ultraconservadora e desplugada do mundo real



"O governo municipal desplugou a maquinaria estatal do constructo mental que vinha sendo formulado a partir de leituras críticas, conectadas com os últimos acontecimentos sociopolíticos mundiais da contemporaneidade."

*por Herberson Sonkha

A política de educação municipal em Vitória da Conquista se tornou um “serial killer”, um matador em série de neurônios de crianças, adolescentes e jovens filhos da classe trabalhadora e das populações subalternizadas. E o faz quando nega alimentação ao corpo dessa população em constante processo de formação biopsíquica e intelectual em desenvolvimento cognitivo efervescente. Além de subjugar os profissionais de educação, sobretudo à docência com o assalariamento, falta de transporte, falta de condições minimamente dignas de trabalho e a censura à liberdade de cátedra.


Nossos estudantes do ensino fundamental jamais terão o mesmo destino do cientista suíço Charles Weissmann que morou no Brasil (na cidade do Rio de Janeiro) e estudou o ginásio quando adolescente. Sua família veio da Europa fugindo dos horrores do regime Nazista e da segunda grande Guerra Mundial. Com o fim da guerra e o fim de Hitler a família voltou para Europa e Charles pode dar continuidade aos estudos graduando-se em medicina e depois química.

Por meio da educação formal, o estudo de Charles possibilitou a ele chegar à posição intelectual de renomado cientista e assumir cargo político, atingindo o topo da cadeia de produção do conhecimento mundial. Atualmente dirige o Instituto de Biologia Molecular da Universidade de Zurique, na Suíça. Dedica-se a investigação dos “agentes infecciosos” que são micro-organismos diferentes dos vírus e das bactérias, mas tem enorme poder destrutível das células do cérebro – príons[1].

Antes de Charles Weissmann os cientistas acreditavam que esses micro-organismos eram vírus, mas segundo o cientista suíço os príons são partículas de proteína destituídas de qualquer material genético. Mesmo sem vida, além de provocar infecções são capazes de invadir os neurônios cerebrais e atrapalhar os comandos de seu núcleo e causar estragos aos neurônios.

Nossos estudantes do ensino público municipal (ensino fundamental) poderão ter esse mesmo destino do grande cientista suíço Charles Weissmann com a atual política de educação municipal? Se depender exclusivamente do município e sua política educacional, dificilmente qualquer estudante da rede municipal chegaria a essa condição. No entanto, a rede municipal tem excelentes profissionais, mas não é o bastante. Mesmo que esses excelentes profissionais resolvessem empenhar-se mais do que já fazem, desprendendo mais de seu esforço de trabalho qualificado e compromisso intelectual cientifico com ensino-aprendizagem desses estudantes não atingiria toda a rede e ainda assim teríamos casos isolados de case de sucesso.

Educação é uma questão estrutural que demanda muito investimento em remuneração compulsória de salário, material didático, livros atualizados, equipamentos, tecnologias, laboratórios e uma política de ensino-aprendizagem avançadíssima.

Não se trata apenas de limitação técnica e cognitiva, mas de uma escolha ideopolítica muito em voga nesse momento de declínio do instrumental teórico oferecido pela razão crítica e da ascensão irracional de comportamentos ultraconservadores. Essa escolha levou a ruptura com a racionalidade crítica, impossibilitando a compreensão entre o real a e fantasia. Tornando impossível mostrar a comunidade acadêmica que o conteúdo do ensino fundamental é insuficientemente incapaz de mostrar a dinâmica real da sociedade e suas contradições, com a finalidade de dotá-los das condições cognitivas necessárias para que eles possam tomar decisões autônomas, contando com as suas próprias leituras de mundo.

Escolheram submergir os neurônios dessa população no vinagre, pois é insaciável o desejo de saber demandado pela mente poderosa de uma criança sedente de conhecimento, experiências científicas e do desejo de enxergar o mundo como ele realmente o é ou friccionar literariamente outras formas de vivencias mais humanas. Essa esterilização intelectual atende ao objetivo político de regimes fascistas de conservar essas mentes prodigiosas bem longe do que a ciências sociais e aplicadas podem oferecer, sobretudo no que se refere à percepção do mundo.

Essa política de educação adotada por esse governo está literalmente desplugada da consciência crítica que permeia o ensino-aprendizagem formulado por segmentos de centro e esquerda no mundo, das tecnologias de última geração e equipamentos políticos pedagógicos avançados. O governo municipal desplugou a maquinaria estatal do constructo mental que vinha sendo formulado a partir de leituras críticas, conectadas com os últimos acontecimentos sociopolíticos mundiais da contemporaneidade.

O governo e seu staff embarcaram sem volta na onda mundial que provocou a retomada do crescimento do nazifascismo no ocidente, sobretudo no Brasil a partir de meados da segunda década do século XXI. Curvaram-se maquinalmente ao fundamentalismo de reminiscência cristão-judaico que deu origem ao extremismo religioso do famigerado gesto da arminha que se tornou símbolo eleitoral em 2018 e permanece como mantra desse governo federal.

Esse retrocesso desencadeou múltiplas violências socioeconômicas e políticas estimuladas por setores de extrema-direita (xenófobas, multifóbicas, racistas, misóginas, esquerdofóbicas e laborfóbicas) que propagam agressivamente o ódio contra a classe trabalhadora e as populações empobrecidas. Além da pauperização gradativa da classe trabalhadora que compõe os indicadores de produção e consumo da população economicamente ativa.

O culto a “lideranças” pernósticas, autoritárias e extravagantemente reacionárias que se reivindicam representantes de um modelo tradicional de família patriarcal ultraconservadora, como única moralmente capaz de extirpar definitivamente da sociedade o câncer da corrupção e promover o desenvolvimento econômico com paz e prosperidade.

O silencio e a omissão de parte do centro e da esquerda no Brasil, em certa medida essa indiferença e negação do golpe no Brasil não se diferencia do prognostico dado por Leon Trotsky em 1931 sobre Hitler, ao afirmar que se ele (Hitler) tomasse o poder na Alemanha, a primeira ação política dele seria promover com guerras contra revolucionárias para derrota à União Soviética. Isso se confirmou dez anos depois, ou seja, em junho de 1941.

Após o golpe no Brasil e a posse do Michel Temer iniciou-se um movimento retrogrado por dentro do Estado que afetou a sociedade brasileira, avançando rapidamente na direção contrária aos direitos humanos. Resguardando as devidas proporções e os elementos estruturantes do processo sócio-histórico, excepcionalmente existem algumas semelhanças nesse movimento ocorrido no Brasil iniciado no final do segundo turno das eleições de 2014 e o retrocesso ocorrido na Alemanha no pós-primeira guerra mundial que levou ao colapso a República de Weimar que adotou um modelo social-econômico-político socialdemocrata.

A derrota da democracia instituída pela República de Weimar (1919), a mesma que abriu espaço para atuação política para forças de esquerda (Movimento Espartaquista tendo como uma das principais lideranças revolucionárias a marxista Rosa Luxemburgo) significou a pavimentação para a ascensão por meios legais (eleitorais) e legitimação do poder de Adolf Hitler por meio do seu genocida “Das Dritte Reich” [O Terceiro Império], o famigerado Terceiro Reich.

Não compreender os elementos que estruturam determinadas conjunturas, levou o mundo a beligerante segunda grade guerra mundial com estimativa entre 50 a 80 milhões de mortos de múltiplas nacionalidades. Aliás, ao mais perigoso momento de domínio do que pretendia ser o “Das Dritte Reich”. Esse violento sistema de governo com níveis de letalidades altíssimos avançou sanguinolentamente sobre a Europa subjugando-a os ditamos do imperador Hitler, ameaçou o império britânico e a Ásia e seus estertores distribuídos por todo planeta.

A máquina mortífera alemã realizou inúmeras execuções sumarias que causavam pânico na população, o terror era tanto que desencadeava a histerias coletivas de medo. Seu braço forte beligerante era o temido Wehrmacht (exército alemão) e só seria derrotado em Stalingrado pelo Exército Vermelho. Antes de tremular a bandeira vermelha no Reichstag (sede do Parlamento alemão) a ocupação de Berlim a frouxidão levou o criminoso de guerra, o sociopata alemão Adolf Hitler escondido no Bunker, ao suicídio em maio de 1945 do século XX.

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[1] Uma forma ou espécie de agente transmissível que a ciência ainda não conseguiu identificar.
quarta-feira, 23 de outubro de 2019

O discurso da mudança e a falsa consciência política da classe média brasileira.



"Aqui começa a via-crúcis de uma classe média que almejou chegar ao paraíso oferecido pela burguesia liberal capitalista, pisando covardemente na cabeça da classe trabalhadora"

*por Herberson Sonkha

Compreender o porquê da população empobrecida que compõem o grupo de risco (constituído pelas classes C, D e E em sua maioria analfabeta, que vive de subtrabalho ganhando renda per capta de R$ 178,00 a R$ 998,00 de salário mínimo, sem acesso ao consumo de cultura, viagens, livros, cinema e teatro e etc.) acompanhou a onda da mudança prometida pela extrema-direita no Brasil é perfeitamente compreensível e até “justificável”.


Contudo, também o é compreensível à situação da classe média fora da zona de risco (constituído pelas classes A e B em grande parte tem formação superior e pós-graduação, concursada ou compõem altos cargos na inciativa privada com renda familiar entre R$ 7.278,00 a R$ 11.001,00, tem acesso a livros, cinemas, teatros, boas escolas, música de qualidade, come bem, veste bem, mora em casa própria, faz viagens internacionais regulares e etc.), mas, não é justificável. A incoerência não pode ser explicada simplesmente porque a suposta consciência política falhou porque a educação não foi boa, permitindo embarcar na viagem da mudança oferecida pela agenda ultraconservadora.

Além da vaidade característica do pertencimento de grupo portador privilégios, numa sociedade fortemente dividida em grupos sociais marcados por imensas desigualdades materiais e intelectuais, far-se-á presente uma hipótese como mantra ultraconservador de direita que serve para persuadir e conformar os desiguais na sociedade com falsos argumentos. Argui-se que uma pessoa estudada é uma pessoa “esclarecida”, acima do “bem e do mal”.

Numa sociedade de ambivalência, cujo movimento contraditório divide-se sociologicamente entre “fortes e fracos”, inferiores e superiores, heteronormativos e homoafetivos, brancos e negros, ricos e pobres, empregados e desempregados, honestos e corruptos essa informação é funcional, pois subentende que existe um grupo de “esclarecidos” (patriarcais superiores brancos) e outro de gente sem “esclarecimento” (inferiores pretos, pardos e amarelos) que vagueia indolente na imensa escuridão da ignorância classificado pela educação bancária como eterno “aluno” – cujo significado quer dizer “um ser sem luz”.

A hipótese mais romantizada na sociedade atual é a de que esse ser iluminado da classe média possui nível superior, minimamente graduada (geralmente branca) tem a consciência política privilegiada pelo desenvolvimento cognitivo, propiciado pela suposta vivencia do ensino-pesquisa-extensão. Essa suspeita teria como experiência o convívio com essa tríade, pressupondo a existência de criticidade aprofundada pelas leituras cientificas (liberal) que visam explicar o mundo para que as pessoas aceitem naturalmente os “avanços” sem questionar os males causados pelos retrocessos da sociedade contemporânea.

Conjectura-se que essa pessoa seja plenamente consciente de suas responsabilidades políticas, no qual o segredo para penetrar níveis mais elevados da consciência política passaria necessariamente pelo crivo da esfinge que vela pela cidadania reservada apenas a alguns “esclarecidos”. Em vista disso, jamais se furtaria ao compromisso ético e a disposição política para apoiar as reformas estruturais do Estado – já que não estamos falando de possibilidades radicais de ruptura emancipacionista proposta pelo comunismo marxiano ou marxistas.

Imagina-se que a defesa de quaisquer reformas estruturais que visam o aperfeiçoamento das políticas públicas sociais faça parte da própria consciência política da classe média. Deveria ser algo factível porque têm relações conectivas profundas com o conhecimento cientifico, sustentado pelo instrumental teórico que orienta rigorosas pesquisas voltadas para apreender a verdadeira natureza das desigualdades, principalmente daquelas populações em situação de múltiplas vulnerabilidades socioeconômicas e políticas.

O caráter hipotético reside no fato de que essa não é a regra geral adotada por todas as pessoas com graduação - inclusive pós-graduação - que fazem parte desse restrito universo de aproximadamente 8,31% da população brasileira com nível superior (segundo IBGE em 2010), visto que a percepção de mundo dos sujeitos de classe média vai se diferenciando na medida em que vislumbra a necessidade de manutenção do status quo. Passam a ter expectativas com coisas diferentes, como aumentar bens e ampliar acesso a serviços relacionados à satisfação (não a necessidade), mesmo convivendo na mesma família, na mesma rua, no mesmo bairro, na mesma cidade e no mesmo país.

Esse universo é contraditório se observado que a classe média (classe C com renda familiar total entre R$1.819 e R$7.278) é composta numericamente por 113,1 milhões de brasileiros em 2017, representando 54% da população economicamente ativa. Segundo o PNAD, a pesquisa do IBGE nos domicílios revela que 52,6% da população brasileira não concluíram o ensino médio em 2018. Apenas 16,5% da população entre 25-60 anos concluíram o ensino superior em 2018.

Essa estratificação educacional reflete duas realidades acerca da visão de mundo: quem conclui ensino superior nem sempre se apropria criticamente do instrumental teórico crítico para subsidiar uma leitura de mundo realista; e quem não conclui mantem-se limitados pelo senso comum convencido da aparência fenomênica, sem, contudo, avançar para o senso crítico capaz de compreender minimamente a essência dos fenômenos sociais e econômicos mais simples.

Essa vulnerabilidade política da classe média contribui para a percepção invertida do conhecimento, pois enxerga no ensino superior uma porta de ascensão socioeconômica como condição natural para substabelecer o seu status quoe não uma possibilidade de formação intelectual universal com domínio dos pressupostos teóricos científicos que elevaria a consciência política a níveis avançados com a compreensão mínima da política brasileira e mundial.

Essa dinâmica de defesa de seus próprios interesses particulares tem acento no conceito liberal de homo economicus[1], cristalizado pelo moderno mercado de capitais e aprimorado pelo sistema capitalista contemporâneo, mas não se limitam apenas a esse mundo da livre produção, circulação e trocas das mercadorias. Essa ideia do racionalismo clássico cartesiano-positivista presente no liberalismo econômico também está presenta na reprodução das relações sociais como algo cientifico.

Os tentáculos conceituais de homo economicus superam os limites formais de mercado, sua influência substabelece as relações no campo da política com o mesmo brio que cada sujeito internaliza o homo economicus para realizar a sua escolha do produto, da marca, do preço e do estabelecimento onde se pretende adquirir tais bens. Caso não o produto não corresponda ao que diz na propaganda, ao término do produto muda-se de marca ou, se o preço não for modico, muda-se de empresa.

Essa é a liberdade idealizada pelos teóricos do liberalismo econômico que desenvolveram mecanismos para a economia de mercado com a finalidade de criar na liberdade de consumo a sensação de bem-estar. Isto está sendo usado para influenciar a escolha de candidatos, projetos de governo ou os interesses sociais.

Essa é a ideia de consumo consciente desenvolvida em país com regime político socialdemocrata e economia capitalista de mercado mais “avançado”. No Brasil vem sendo amplamente adotada pela classe média desde a formação de uma população constituída basicamente por pessoas com nível de escolarização de terceiro grau, sobretudo por que tem pós-graduação. Essa população que não ultrapassa 20% da parcela economicamente ativa, se recente de ser comparada politicamente a fração do povo sem escolarização ou parcialmente alfabetizado. Daí a adoção da racionalização como critério para definir o conceito de consciência política que se pretende universal.

Forjando um tipo de “consciência política”, no mesmo molde da ideia de consumo consciente usado pelo homo economicus. Portanto, consciência política passa a ser um critério racionalizante para escolha do que é mais cômodo aos interesses socioeconômico e político de quem escolhe.

Contudo, valem lembrar que “consciência política” numa sociedade dividida em classes sociais com interesses econômicos e políticos diferentes, tende a produzir percepções que tomam como referência o homo economicus como um conceito único e universal, mas na prática tem consequências diferentes porque os sujeitos ocupam lugares diferentes nessa mesma sociedade.

Portanto, o Estado tende a nivelar as atribuições de atividades dos agentes que operam a política de Estado, partidária e das demais instituições sociais como se fossem iguais, ocultando a preferência de interesses socioeconômicos e políticos de uma determinada classe dominante sobre as outras pauperizadas.

Essas especificidades do sujeito em movimento, embora datadas no tempo-espaço, vai alterar a sua leitura de mundo a partir do seu entendimento do que seja essa tal consciência política. Por isso que a torna algo absolutamente relativa uma vez que o objeto que qualifica essa ideia de consciência política está diretamente ligado ao lugar de fala de cada sujeito localizado material e intelectualmente em sua respectiva posição de produção e consumo na complexa sociedade contemporânea.

Nesse sentido, precisa diferenciar o lugar de fala de quem planta para o agronegócio de quem se apropria privadamente dessa produção coletiva; de quem opera a máquina na linha de produção fabril de quem se apropria privadamente da produção; de quem constrói coletivamente a casa de quem vai morar sozinho na mansão, pois ambas as pessoas não leem o mundo da mesma maneira e nem tem os mesmos interesses comuns.

Apesar da discussão bem elaborada e clivada pela ciência acadêmica essas pessoas não souberam diferenciar o discurso de mudanças efetivas de uma prosopopeia eleitoreira abjeta para evitar que as elites perdessem a legitimidade e o poder de classe dominante, pois sua suposta consciência munida com o devido discernimento da verdadeira política não realizou o filtro necessário para separar a Política e as responsabilidades com o financiamento públicos dessas intervenções sociais voltadas para as populações carentes do proselitismo falacioso de carreiristas de plantão.

Caiu no discurso fácil de uma elite imoral, espoliadora, corrupta e opressora sem se dar conta de que a mudança real se se daria com a ruptura estrutural da sociedade civil (subversão da infraestrutura) com a sua economia liberal e do Estado (subversão da superestrutura) com a sua política liberal pela práxis política emancipacionista. Apropriaram-se de uma falsa consciência política oferecida pelos intelectuais orgânicos do liberalismo na academia e passaram a ler o mundo por esse viés.

Como a dinâmica do movimento real de reprodução do capital (concentração e centralização) traz consigo contradições intrínsecas a sua própria natureza, que é a exploração agressiva e apropriação privada compulsória de riqueza na forma de capital nas mãos das elites, obvio que o projeto político de governo dessas elites não poderia ser outro que não fosse à manutenção das condições ideais para a livre reprodução do sistema capitalista (terra capital e trabalho) mundial para manutenção do status quo de um minúsculo grupo de gente usufruindo de uma vida nababesca.

Aqui começa a via-crúcis de uma classe média que almejou chegar ao paraíso oferecido pela burguesia liberal capitalista, pisando covardemente na cabeça da classe trabalhadora. Entrou em declínio econômico e começou a perder a confortável posição no mundo do trabalho (público e privado) com as reformas trabalhista e previdenciária.

Achou que seu emprego público bem remunerado jamais seria alvo de negociação por parte das elites. Sem produção num mundo capitalista adeus consumo, foi-se gradativamente o seu poder aquisitivo e com ele o apartamento na zona sul e o carro classe a financiados com juros baixos subsidiados pelo maldito governo do PT.

Com o fim do financiamento para pós-graduação, acabou-se o sonho do doutorado sanduiche na Europa ou país anglo-saxão, a faculdade de medicina dos filhos, as viagens de turismo nacional e internacional, as roupas de grife, os carros na garagem, restaurantes grã-finos. Restou apenas retornar ao chão da história, refazer o discurso e readaptar-se a nova realidade muito distante da suposta mudança. Pegar ônibus coletivo, enfrentar fila de emprego, matricular os filhos em escola pública, renegociar dívidas e reaprender a fazer orçamento apertado.

Engolir a vergonha e o constrangimento e voltar às ruas para protestar contra seu próprio governo, visando manter alguns poucos direitos que restam. Engolir calado que errou vexatóriamente no diagnostico em relação ao PT (independente de seus equívocos), pois negociou a sua consciência política com a extrema-direita pela ascensão socioeconômica fácil (o sonho burguês de ficar rico). Negou a luta de classes e subestimou capacidade intelectual orgânicas da classe trabalhadora e das populações subalternizadas.

Agora terá que reaprender a fazer a luta de classes admitindo definitivamente que perdeu o referencial teórico, intelectual e a práxis política emancipacionista adequada nessa discussão. Esse é o preço pego pelo silencio, omissão ou participação no golpe de 2016, a falsa consciência política e a concessão imoral feita aos fascistas.



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[1] O homo economicusé o ator racional ou maximizador racional é um ser humano fictício formulado seguindo o conselho dos economistas liberais.
terça-feira, 22 de outubro de 2019

Por que a proposta de “unidade programática” do MCOESO se faz necessária?


"O município de Anagé viveu a experiência de um governo que poderia ter sido mais avançado e de esquerda."


A conjuntura de Anagé pede medidas imediatas contra o perverso chicote do governo atual e exige mudanças radicais na orientação política do Partido dos Trabalhadores à esquerda sem abrir mão de fazer críticas necessárias às desastrosas experiências do governo anterior que descarrilhou o PT dos trilhos que levaria reeleição vitoriosa em 2016.

O descarrilamento desse trem com destino certo (reeleições em 2016) reacendeu a pergunta que não quer calar: Se o professor Iranildo Freire estivesse compondo o governo isso teria acontecido? Certamente o cenário seria outro, pois a conjuntura teria elementos mais favoráveis ao terceiro mandato do PT, sendo esse o mais esperado por se tratar da candidatura do próprio Iranildo Freire.

Por isso, no final de 2017 havia lideranças petistas (Iranildo Freire, João Aguiar e Binho de Kiu) contrárias a tudo isso, se movimentando no cenário político-eleitoral estadual porque estavam preocupadas com a desmoralização do partido, não obstante a disposição para construir uma unidade encima de um programa popular de esquerda para reverter essa situação de perda de liderança confirmada pela não eleição do pupilo ao conselho tutelar.

Ninguém em sã consciência diria que o PT acertou em cem por cento com o governo anterior, no que pese admitir igualmente que houve algumas experiências exitosas pontuais em algumas áreas, a exemplo da secretaria de agricultura, desenvolvimento social e, pontualmente, a de educação muito mais em função dos excelentes quadros técnicos e políticos que compunham a pasta naquele período.

O município de Anagé viveu a experiência de um governo que poderia ter sido mais avançado e de esquerda. Contudo, optou pela manutenção da mesma prática nefasta de seus antecessores de usar a prefeitura como cabide de emprego ou suposto banco pessoal para transferências generosas a cada ameaça feita por famílias que tradicionalmente apoiam financeiramente campanhas eleitorais. É o peso da influência da tradição de aparelhar os cofres públicos (direta ou indiretamente) que ainda exerce seu poder, uma vez que não deixou de ser um dos objetivos de grupos familiares que vivem disso na política.

Inúmeras pessoas dentro do governo tentaram de várias maneiras realizarem ações com o intuito de ampliar a intervenção social por meio de políticas públicas que já eram conhecidas desde os governos de Lula e Jaques Wagner. Mas, em algum momento o governo se perdeu no caminho, cedendo às pressões de grupos oligárquicos parasitas que vivem exclusivamente do dinheiro do povo, sobretudo do loteamento de cargos estratégicos e de recursos oriundos do FPM do município.

Essas forças oligárquicas reacionárias que atuam na velhaca política anageenses se igualam no comportamento ao ex-prefeito uma liderança que vive o drama do ocaso, o patriarca da política conservadora Elbson Soares. É um tipo de pessoa interesseira que quer enriquecer a custa do povo humilde, uma espécie de anelídeos que fixam silenciosamente suas ventosas nos cofres do município, apenas para arrancar o dinheiro destinado ao financiamento das políticas públicas (educação, saúde e desenvolvimento social), impedindo o desenvolvimento socioeconômico da cidade e qualidade de vida dos munícipes prejudicada pela situação de múltiplas vulnerabilidades.

Essas “lideranças” atrasadas se articulam a cada período eleitoral para financiar candidaturas com a finalidade de ocupar o executivo municipal para reaver seus “investimentos” com margem de retorno vantajosamente patacuda. Por isso, fazem jogo de cena para montar chapa com gente “limpa” aos olhos da população humilde, ainda assim tem o mesmo pensamento atrasado e abominável.

Essa é avelha política do mandonismo coronelista de mão dupla praticada desde a emancipação da cidade 05 de abril de 1962. Numa mão um aceno aos incautos e noutra controla os servidores públicos com chicote, açoitando-os com cortes de benefícios, perseguições políticas e intimidações financeiras de retiradas de direitos adquiridos em salários.

Eles concordam com essa cultura da rapinagem do dinheiro público e com a retirada de direitos sociais. Essa turma é organizada politicamente, tem muito dinheiro e se articulam por dentro do governo municipal como gafanhoto destruidor de lavouras. São práticas criminosas que não condizem com a trajetória de lutas do PT, nega a história, os princípios e a ideologia política de esquerda do partido na cidade.

Por ocasião do período eleitoral de 2020, no qual inúmeras discussões já estão acontecendo nos quatros cantos do município, sobretudo quando se percebeu o asco no tratamento com servidores e o chicote do governo atual, logo no início desse desgoverno. O PT deverá apresentar-se a sociedade anageense com um projeto de governo alternativo que o diferencie substancialmente das desastrosas experiências dessa gestão no comando da cidade. Infelizmente a direção do PT permitiu a associação do partido à tradicional política das oligarquias, excepcionalmente ao histórico de corrupção, perseguição e de desmando.

Um Projeto de Governo Municipal deve ser radicalmente contra o chicote da gestão atual, além de que não deve prescindir de se opor também ao governo anterior que manchou a imagem do partido na cidade. Esse projeto exige um nome com compromisso efetivo com a democracia participativa; com a transparência e a participação na execução orçamentaria por meio do controle social; disciplina partidária em respeito ao conjunto de princípios e a ideologia do partido; paciência pedagógica suficiente para auscultar o povo antes, durante e depois de eleito.

Antes de qualquer coisa, coibir a prática comezinha do condomínio de poder para evitar o loteamento das finanças públicas do município. Não se pode aceitar que qualquer família oligárquica exerça pressão para abocanhar fatias cada vez maiores do FPM, alegando o devido retorno do financiamento feito na candidatura de quem quer que seja, como se a prefeitura pudesse dar bolsa família para riquinhos com mau-caratismo que se refestelam com transferência de renda milionária para sustentar quem se mantem exclusivamente de dinheiro público.

É inaceitável receber sem trabalhar, pois, deve de imediato acabar definitivamente com os funcionários fantasmas de colarinho branco e seus privilégios, colocados na folha de pagamento por exigência dessas famílias indecentes. Retirar a caneta de quem açoita o chicote nas costas de servidores públicos do município, pois são esses que trabalham dignamente e percebem apenas salário mínimo, sem direito a nenhum reajuste em sua renda, o que dificulta sustentar honestamente a sua família. Aliás, a esses eram oferecidos os rigores secos da lei, classificando minúsculos incentivos como privilégios abomináveis, enquanto que membros das castas oligárquicas seguiam impunes com seus salários altíssimos.

Por último, investir cada centavo que entra nos cofres públicos com quem realmente precisa que é a população em situação de risco por abandono socioeconômico e político. Discutir abertamente e com transparência a remuneração dos servidores públicos municipais, priorizando sempre o acrescimento compulsório em sua renda, possibilitada pela remuneração gradativa do salário conforme repasse de valores do governo federal.

Elevar o nível de investimento na educação, consolidar a formação acadêmica continuada e humanizar as condições de trabalho dos profissionais de educação. Corrigir investimentos em saúde pública, gratuita, de qualidade, universal, laica e dar capacitação continuada aos profissionais da saúde do município.

Superar as desigualdades sociais, econômicas, étnicas, religiosas, de gênero e orientação sexual e políticas entre o campo e a cidade, respeitando o perfil geopolítico camponês do município que tem mais de 80% de sua população morando no campo.

Investir em equipamentos no campo que viabilize acesso universal à saúde, educação, assistência social com qualidade e acesso a toda a população sem qualquer tipo de comportamento discriminatório.

Portanto, essa é a agenda programática que a cidade exige e que o PT precisa apresentar a cidade para que seja amplamente discutida, questionada e ampliada com a participação do povo baseado nas expectativas populares. Qualquer coisa fora disso é mais uma promessa demagógica colocada na mesa para ludibriar as pessoas incautas, como aconteceu em 2016.

Infelizmente não podemos impedir que outros golpistas vestidos de verde e amarelo fazendo gestinho da arma com as mãos ou figuras oriundas das oligarquias disfarçadas de esquerda apliquem novo estelionato eleitoral à cidade, mas podemos aprofundar qualificadamente o debate para despertar a consciência política da população anageense.
segunda-feira, 21 de outubro de 2019

UM NOVO PT POR UM NOVO MUNICÍPIO, O FUTURO PRA SER FELIZ ANAGÉ



"[...] supera o ciclo nefasto de gestões com bases aristocratas que dominam de forma negativa o município de Anagé desde sua emancipação política."

Neste domingo (20) o MCOESO e companheiros que se posicionam à esquerda internamente no PT de Anagé, reuniram-se para analisar a conjuntura municipal na casa do companheiro João Aguiar, com a presença do professor Iranildo Freire, que tem contribuído decisivamente para a compreensão da conjuntura política deste momento histórico do município. A reunião aconteceu na localidade rural do Poço da Vaca, território de grande simbolismo político, por ser a região de nascimento do Partido dos Trabalhadores lá na década de 80, do século XX.


Com o objetivo de pensar politicamente o município a partir de uma profunda análise da situação macroeconômica e social do município e dos seus munícipes, expôs-se a necessidade de elaborar e discutir amplamente com o campo e a cidade um Projeto de Gestão alternativo para o poder Executivo, capaz de transformar positivamente a vida de nossa população.

O MCOESO é um agrupamento interno que atua politicamente dentro e fora do Partido dos Trabalhadores, posicionando-se politicamente contrário ao campo majoritário (hegemônico) e defende um projeto popular democrático humanizador de esquerda.

Por conta desta visão de mundo, o Movimento Coletivo Ética Socialista - MCOESO, está propondo uma "unidade programática" com os setores de esquerda do PT e da sociedade, entorno do nome do companheiro BINHO DE KIU, por acreditar que a eleição desse projeto Democrático Popular encabeçado por este companheiro, supera o ciclo nefasto de gestões com bases aristocratas que dominam de forma negativa o município de Anagé desde sua emancipação política.

Acreditamos que a eleição de um jovem, negro, oriundo das camadas populares e microempresário empreendedor, poderá dar início a um momento novo ciclo de desenvolvimento e humanização das relações políticas, econômicas, sociais e culturais em Anagé.

O novo está bem próximo. O PT por uma cidade muito mais feliz.
segunda-feira, 7 de outubro de 2019

Ordinários, marchem! Sobre essa tal escola cívico-militar

Prof.
Omar Costa Ribeiro

"Para a educação privada vamos incentivar o conhecimento, o pensamento crítico, científico e criativo, o repertório cultural, a comunicação, a cultura digital, o trabalho e projeto de vida, a argumentação, o autoconhecimento e autocuidado, a empatia e cooperação, a responsabilidade e a cidadania."

*por Prof. Omar Costa Ribeiro

A ignorância concebe a educação como sendo as fileiras alinhadas, as fardas bem passadas, os cortes padronizados e as redinhas nos cabelos. Os ignorantes dizem: com as escolas cívico-militares não existirão os inquietos dentro das escolas; não teremos os que não gostam de matemática, não existirão os que realizam conversas paralelas, nenhum jovem subversivo atacará as regras. Com as escolas militarizadas os pais estarão livres de todos os problemas que comprometem a formação do “cidadão de bem”.

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