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terça-feira, 18 de março de 2025

Desmonte bolsonarista da Cultura em Vitória da Conquista

Foto: Conquista Repórter

O governo municipal replica o fascistóide playbook
bolsonarista contra políticas culturais progressistas


 

*por Herberson Sonkha 


 


Vitória da Conquista (BA) – Enquanto o sol inclemente do sertão baiano castiga as paredes rachadas do Teatro Carlos Jehovah, símbolo cultural abandonado pela prefeita, artistas locais organizam-se em resistência. A cena poderia ser um retrato de qualquer cidade brasileira sob governos alinhados ao projeto ultraliberal de Jair Bolsonaro. Mas aqui, no sudoeste da Bahia, a gestão da prefeita Sheila Lemos (União Brasil-UB) opera um manual de desmonte que espelha não apenas o legado de extrema-direita bolsonarista, mas ataca diretamente as políticas culturais construídas nas gestões petistas interrompidas pelo golpista Michel Temer, seguido pelo neofascista Jair Bolsonaro (2018-2022) e retomada por Lula em 2023 e seguida por Jerônimo Rodrigues 2023.

sábado, 15 de março de 2025

Constrangimento e desrespeito

Foto: Elson Oliveira

Constrangimento e desrespeito:
Mix Mateus de Vitória da Conquista expulsa clientes
ao retirar mesas e cadeiras do Boteco Gelado.



*por Herberson Sonkha



Vitória da Conquista/BAHIA - O supermercado Mix Mateus, recém-inaugurado em Vitória da Conquista, gerou revolta entre os consumidores ao retirar, de forma abrupta e autoritária, as mesas e cadeiras do Boteco Gelado, um bar instalado no estacionamento do estabelecimento na Avenida Juracy Magalhães. O local havia se consolidado como um ponto de encontro popular da classe trabalhadora, especialmente aos sábados, quando clientes aproveitavam o espaço para socializar após as compras.

EDITORIAL | Cai a última trincheira de resistência à extrema-direita bolsonarista no Conselho Municipal de Saúde

 

"A nova Mesa Diretora do Conselho Municipal de Saúde de Vitória da Conquista assume sob forte controle da prefeita Sheila Lemos, colocando em risco a autonomia do controle social. Após anos de ataques sistemáticos e embates com os governos bolsonaristas Herzem-Sheila, a mudança ocorre em meio a fiscalizações que expuseram corrupção na Secretaria de Saúde, falhas no combate à dengue, reprovação de contas e oposição à privatização da Fundação Esaú Matos. Em vez de corrigir as falhas gigantescas de sua gestão, a prefeita opta por investir pesado na tentativa de controlar o Conselho Municipal de Saúde. Contudo, essa manobra não invalida a ação da Operação Dropout da Polícia Federal, que investiga um esquema de superfaturamento em licitações para testes de Covid-19, resultando em um prejuízo de R$ 677,9 mil ao município. Além disso, a prefeita removeu o procurador responsável pela apuração sem apresentar justificativa plausível, levando-o a acionar o Ministério Público. Se o conflito entre controle social e gestão municipal foi “resolvido” com a nova composição do Conselho, os problemas da administração permanecem intocados: ausência de estofo intelectual, incapacidade técnica, incompetência administrativa e indícios de práticas imorais continuam a marcar um governo que mantém suas raízes no bolsonarismo."

 


*por Herberson Sonkha



Vitória da Conquista/BA - Na última segunda-feira (12), os novos conselheiros e conselheiras do Conselho Municipal de Saúde (CMS) tomaram posse e elegeram a nova mesa diretora. O evento, no entanto, ocorreu em um cenário de intensa interferência política e fragilização do controle social, aprofundando uma crise que remonta à gestão do ex-prefeito Herzem Gusmão (MDB) e que se mantém sob a administração da atual prefeita, alinhada ao bolsonarismo. Essa conjuntura expõe uma tentativa sistemática de desconstrução dos princípios do Sistema Único de Saúde (SUS), especialmente a participação social e a universalidade do acesso, pilares fundamentais definidos pela Lei nº 8.080/1990.

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