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quarta-feira, 15 de novembro de 2017
O que é história das mentalidades?
novembro 15, 2017
|
por
Vinícius...
|
por Me. Cláudio Fernandes
![]() |
*O historiador francês Lucien Febvre é considerado um dos precursores da história das mentalidades |
Segundo Febvre, havia camadas do desenvolvimento histórico da humanidade que não sofriam transformações rápidas e nítidas como outras. Assim, por exemplo, as estruturas políticas e sociais seriam as primeiras nas quais se poderia verificar mudanças substantivas, enquanto certos comportamentos e formas de pensamento demorariam significativamente mais para sofrer alterações.
Dessa forma, pensamentos, ideias, ideologias, segmentos morais, atmosferas de compreensão científica, entre outros, estariam dentro da esfera das mentalidades, isto é, formas duradouras de pensamento que caracterizam longos espaços de tempo. Parte dos fundamentos da psicologia moderna, desenvolvida na virada do século XIX para o século XX, ajudou Febvre a assentar suas teses sobre a história das mentalidades. Como aponta o pesquisador Ronald Raminelli:
“Sob influência da psicologia de Charles Blondel e Henri Wallon, Febvre lança o que se pode chamar de "manifesto da história das mentalidades", com a publicação, em 1938, do artigo intitulado "La Phsychologie et L'Histoire" [''A Psicologia da história''] no tomo VIII da Encyclopédic Française; depois em 1941, em Annales d'Histoire Social, um outro artigo: "La Sensibilité dans l'Histoire" [''A sensibilidade na História''], ambos encontrados nos Combates pela História. Os dois textos dão algumas pistas do que seria o método de se fazer história das mentalidades”. (Raminelli, Ronald. Lucien Febvre no caminho das mentalidades. R. História, São Paulo, n. 122, jan/jul. 1990. p. 97-115.)
A esses trabalhos iniciais, Febvre acrescentaria grandes ensaios de investigação histórica que exploraram o terreno das mentalidades. Os exemplos mais notáveis são “Martinho Lutero, um destino”, sobre o reformador religioso alemão; “O início do livro: o impacto da Imprensa (1450-1800)”, trabalho pioneiro também na área da história da leitura; e “O problema da descrença no século XVI: a religião de Rabelais”, sobre a atmosfera religiosa na época do autor de Gargantua e Pantagruel.
Os herdeiros intelectuais de Febvre continuaram a desenvolver pesquisas no âmbito da história das ideias. Nomes como Michel Vovelle, Philippe Ariès, Fernand Braudel e, depois, Jacques Le Goff, Emmuel Le Roy Larurie, Roger Chartier, etc., integraram o time, mas também fundaram novas áreas de investigação, como a história cultural e a “nova história”.
*Crédito das imagens: Commons
Fonte: http://historiadomundo.uol.com.br/curiosidades/o-que-historia-das-mentalidades.htm
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