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sábado, 1 de agosto de 2026

A República dos Miguelenses

A República dos Miguelenses:

Entre a memória, o comércio e a diáspora de um povo
que ajudou a construir Vitória da Conquista



Em memória de José Sizinío Pereira do Couto.


*por Herberson Sonkha



Há mortes que encerram uma vida. Há outras que, pela força da memória, nos obrigam a revisitar uma história.

A morte de José Sizinío Pereira do Couto pertence a essa segunda categoria.

Sua partida me alcança de maneira particularmente dolorosa porque sua história familiar se cruza com a de um amigo que a vida acadêmica e a Economia me deram: Edirlei Pereira do Couto, seu irmão, meu amigo e colega de formação.

Ao pensar em José Sizinío e em Edirlei, penso também em uma história maior: a história dos miguelenses.

E, ao pensar nos miguelenses, penso em São Miguel das Matas, no Vale do Jiquiriçá, na migração para Vitória da Conquista, no comércio, no empreendedorismo, na família, na solidariedade e na capacidade de um povo de atravessar fronteiras sem perder a própria identidade.

É essa história que este editorial pretende revisitar.

Não como uma celebração nostálgica desprovida de rigor, mas como uma reflexão histórica, econômica, sociológica e antropológica sobre uma comunidade que ocupa lugar singular na formação de Vitória da Conquista.

Há uma pergunta que merece ser feita:

Como uma comunidade originária de um município pequeno conseguiu construir, em outra cidade, uma identidade tão forte e uma presença econômica tão expressiva?

A resposta talvez esteja menos em uma suposta "vocação comercial" e mais em algo muito mais complexo: redes familiares, confiança, aprendizagem, migração em cadeia, solidariedade, memória e capacidade coletiva de empreender.

É exatamente aí que o trabalho acadêmico de Enéas de Oliveira Amaral, Almiralva Ferraz Gomes e Weslei Gusmão Piau Santana, O Paradigma da Ação Empreendedora: reflexões a partir do Estudo de Caso de Miguelenses, torna-se uma referência indispensável.

E é justamente aí que a obra do professor e historiador Durval Lemos Menezes, A República dos Miguelenses, ajuda a compreender que, por trás dos números da economia, existem pessoas, famílias, trajetórias e uma identidade coletiva.


São Miguel das Matas: onde começa a história

A história dos miguelenses começa muito antes de Vitória da Conquista.

Começa em São Miguel das Matas.

A formação histórica do município está ligada à ocupação do território do Recôncavo Sul e do Vale do Jiquiriçá, a antigas populações indígenas e, posteriormente, aos processos de colonização, agricultura, formação de propriedades, religiosidade e comércio.

A própria denominação do município carrega elementos de sua formação histórica: São Miguel, referência religiosa ao Arcanjo Miguel; das Matas, evocação da paisagem e das áreas de floresta que caracterizavam o território.

Ali se formou uma comunidade.

Ali se estabeleceram famílias.

Ali se desenvolveram atividades agrícolas.

Ali nasceram relações de parentesco, compadrio, vizinhança e confiança.

Ali começou a construção de uma identidade que, décadas depois, seria levada para longe.

O miguelense, portanto, não é apenas aquele que nasceu em São Miguel das Matas.

É aquele que carrega consigo uma história de pertencimento.

Quando migra, leva o município consigo.

Leva no sobrenome.

Na memória.

Na fé.

Na comida.

Na maneira de se relacionar.

Na família.

E, muitas vezes, no modo de trabalhar.

A migração que não rompeu a identidade

A história da migração miguelense para Vitória da Conquista não parece ter sido uma simples sucessão de deslocamentos individuais.

Ela foi, sobretudo, uma migração em rede.

Um chegava.

Depois outro.

Um irmão.

Um primo.

Um amigo.

Um vizinho.

Um conhecido.

A cidade de destino deixava de ser território desconhecido porque alguém já estava lá.

Essa é uma das chaves para compreender a experiência miguelense.

A migração criou uma rede de proteção.

Quem chegava encontrava quem pudesse orientar.

Quem já estava estabelecido podia oferecer trabalho.

Quem aprendia um ofício transmitia conhecimento.

Quem abria um negócio criava oportunidades.

E quem prosperava, muitas vezes, ajudava outros a chegar.

A migração, assim, transformou-se em um processo cumulativo.

A comunidade crescia porque a própria comunidade produzia condições para continuar crescendo.

Esse fenômeno é particularmente importante porque demonstra que o sucesso econômico de um grupo migrante não depende apenas das qualidades individuais de seus membros.

Depende também do ambiente social que o grupo consegue construir.

E foi esse ambiente que os miguelenses ajudaram a construir em Vitória da Conquista.

A Prefeitura Municipal reconhece essa trajetória ao registrar a existência de uma comunidade miguelense numerosa, com "traços e valores culturais" próprios, e ao destacar sua contribuição histórica para o desenvolvimento da cidade.

Durval Lemos Menezes, em A República dos Miguelenses, aprofunda essa memória e acompanha a presença de famílias oriundas de São Miguel das Matas na formação de Vitória da Conquista. A obra é particularmente relevante porque transforma uma memória dispersa em narrativa histórica: os miguelenses deixam de ser apenas indivíduos que chegaram à cidade e passam a ser compreendidos como uma comunidade com trajetória própria.


O comércio não nasceu do acaso

Durante muito tempo, talvez tenha sido comum explicar a presença miguelense no comércio pela frase fácil:

"Miguelense tem jeito para o comércio."

Mas essa explicação é insuficiente.

E o estudo de Enéas de Oliveira Amaral, Almiralva Ferraz Gomes e Weslei Gusmão Piau Santana nos ajuda justamente a superar esse lugar-comum.

O artigo O Paradigma da Ação Empreendedora: reflexões a partir do Estudo de Caso de Miguelenses analisou empresários migrantes provenientes de São Miguel das Matas e região que atuaram ou atuam em Vitória da Conquista.

A pesquisa, de natureza qualitativa, utilizou estudo de caso com múltiplas unidades de análise, histórias de vida e entrevistas, chegando aos sujeitos também por meio da estratégia conhecida como snowball.

O resultado é intelectualmente provocador.

O empreendedorismo miguelense não aparece como fenômeno puramente individual.

Ele é construído por meio da mediação de atores coletivos.

O indivíduo, o meio e a empresa estão relacionados.

O comportamento empreendedor pode surgir por inspiração e aprendizagem.

E existe um importante viés coletivista na ação empreendedora, alimentado pela contribuição de diferentes sujeitos.

Em outras palavras:

O miguelense não empreende sozinho.

Empreende dentro de uma rede.

Aprende com alguém.

É inspirado por alguém.

Recebe apoio de alguém.

E, depois, pode tornar-se ele próprio uma referência para outros.

Essa constatação muda completamente a forma de olhar para a história econômica dos miguelenses.

Não se trata de uma "genética comercial".

Não se trata de uma habilidade natural transmitida pelo sangue.

Trata-se de uma cultura econômica aprendida e socialmente reproduzida.

A família ensina.

A convivência transmite.

A experiência orienta.

A comunidade apoia.

O sucesso de um inspira outro.

O empreendedorismo se transforma, assim, em fenômeno social.

Essa é, talvez, uma das maiores contribuições do estudo de Amaral, Gomes e Santana para a compreensão da história miguelense.

E aqui faço questão de registrar uma homenagem especial ao meu amigo Weslei Gusmão Piau Santana, o Weslei Piauí.

Seu trabalho acadêmico ajuda a iluminar uma história que estava presente nas ruas, nas lojas, nas famílias e nas conversas, mas que precisava ser interpretada pela pesquisa.

Weslei e seus coautores nos ajudam a compreender que, por trás de cada comerciante miguelense, existe uma rede.

E, por trás dessa rede, existe uma história.


Da rede familiar ao desenvolvimento econômico

É possível compreender essa trajetória a partir de um conceito importante das Ciências Sociais: capital social.

Capital social é confiança.

É reciprocidade.

É cooperação.

É capacidade de mobilização.

É a certeza de que, em determinadas circunstâncias, alguém estará disposto a ajudar.

O capital social não aparece necessariamente nos balanços contábeis das empresas.

Mas pode ser decisivo para que elas existam.

O miguelense que chegava a Vitória da Conquista muitas vezes encontrava uma rede já construída.

Um parente.

Um amigo.

Um conterrâneo.

Uma oportunidade.

Essa rede diminuía os custos sociais da migração e aumentava as possibilidades de inserção econômica.

O resultado foi uma presença expressiva em segmentos como comércio, alimentação, mercados, padarias, serviços, imobiliário e outros ramos.

A pequena iniciativa individual podia transformar-se em negócio familiar.

O negócio familiar podia gerar emprego.

O empregado podia tornar-se empreendedor.

E o novo empreendedor podia integrar a mesma rede.

Foi assim que uma experiência individual ganhou dimensão coletiva.

É nesse ponto que a história econômica dos miguelenses se encontra com a história econômica de Vitória da Conquista.

Porque uma cidade não se desenvolve apenas pela ação de grandes empresas.

Ela também cresce pela soma de milhares de iniciativas menores.

Pelas lojas de bairro.

Pelos mercados.

Pelas padarias.

Pelas empresas familiares.

Pelos comerciantes que abrem cedo e fecham tarde.

Pelos trabalhadores que transformam esforço em patrimônio.

Os miguelenses fazem parte dessa história.


A "República" que não cabe em um mapa

O título da obra de Durval Menezes — A República dos Miguelenses — é particularmente feliz porque sugere uma comunidade que não se limita ao território de origem.

A "república" miguelense não é uma unidade política.

É uma comunidade de pertencimento.

É um espaço social.

É uma rede de memória.

O miguelense pode morar em Vitória da Conquista e continuar sendo miguelense.

Pode nascer em São Miguel das Matas, crescer em Conquista, constituir família na cidade e ainda assim preservar vínculos profundos com sua origem.

A identidade não desaparece com a migração.

Ela se reinventa.

É por isso que encontros comunitários, celebrações religiosas e reuniões familiares têm tanta importância.

Eles funcionam como mecanismos de transmissão da memória.

Uma geração apresenta São Miguel das Matas à geração seguinte.

O avô conta.

O pai repete.

O filho escuta.

O neto pergunta.

E a história continua.

A antropologia nos ensina que comunidades não são feitas apenas de território.

São feitas de símbolos.

De rituais.

De narrativas.

De memórias compartilhadas.

De pertencimento.

A experiência miguelense parece ter produzido exatamente isso: uma comunidade que atravessou o território sem perder a identidade.


E se houver uma história ainda mais antiga?

É neste ponto que surge uma questão que merece ser tratada com seriedade, cautela e método.

Haveria alguma relação entre a formação histórica de famílias miguelenses e antigos fluxos de judeus sefarditas ou cristãos-novos na Bahia?

A pergunta existe.

Mas a resposta, até o momento, não está comprovada.

É importante deixar isso claro.

Não há, nas fontes acadêmicas que conseguimos localizar, evidência suficiente para afirmar que os miguelenses, enquanto grupo, descendem de judeus sefarditas.

Também não existe fundamento científico para dizer que a habilidade comercial dos miguelenses seria consequência de uma suposta herança judaica.

Isso seria transformar uma hipótese em certeza.

Mas a hipótese histórica não deve ser descartada sem investigação.

A presença de cristãos-novos e descendentes de judeus sefarditas na formação colonial brasileira é tema reconhecido pela historiografia. Estudos mostram sua participação em diferentes processos de ocupação territorial, circulação econômica e formação social no Brasil colonial.

A questão que se coloca, então, é outra:

teriam alguns desses fluxos populacionais alcançado as regiões do Recôncavo Sul, Vale do Jiquiriçá e áreas posteriormente relacionadas à formação de São Miguel das Matas?

Essa é uma pergunta legítima.

Mas exige pesquisa.

Exige genealogia.

Exige documentos.

Exige investigação em registros paroquiais, cartoriais, inventários, escrituras, documentos de terras e arquivos históricos.

Exige cruzamento de sobrenomes com trajetórias familiares.

Exige, sobretudo, abandonar as conclusões fáceis.

A hipótese sefardita pode ser investigada como parte de uma história mais ampla sobre a formação da população baiana.

Mas não pode ser utilizada para explicar, por si só, o empreendedorismo miguelense.

A explicação mais sólida disponível hoje está em outro lugar:

nas redes sociais, na família, na aprendizagem, na migração em cadeia, na confiança e na ação coletiva.

Se algum dia a pesquisa histórica demonstrar a existência de conexões sefarditas em determinadas linhagens miguelenses, isso acrescentará uma camada à história.

Não substituirá as outras.

Porque identidades são complexas.

Um povo não é feito de uma única origem.

É feito de encontros.


A diáspora miguelense: uma hipótese sociológica

Talvez seja possível, com as devidas ressalvas, pensar a trajetória dos miguelenses como uma espécie de diáspora regional.

Não uma diáspora no sentido histórico clássico atribuído à dispersão judaica.


Mas uma dispersão territorial que preserva vínculos de origem.

O miguelense se desloca.

Mas a comunidade permanece.

O território se distancia.

A memória aproxima.

A cidade muda.

A identidade permanece.

A experiência miguelense nos mostra que migrar não significa necessariamente romper.

Pode significar reconstruir.

O migrante leva sua cultura para outro lugar e, ao mesmo tempo, transforma a cultura do lugar que o recebe.

É exatamente isso que parece ter acontecido em Vitória da Conquista.

Os miguelenses não apenas chegaram.

Eles participaram da construção da cidade que encontraram.


A economia encontra a solidariedade

Há ainda outra dimensão que merece atenção.

A mesma rede social que favoreceu o empreendedorismo pode ter produzido efeitos para além da economia.

Uma comunidade baseada em confiança e reciprocidade também pode desenvolver práticas de solidariedade, associativismo, religiosidade comunitária e participação social.

É aqui que podemos pensar na contribuição miguelense para a sociedade civil e para o terceiro setor conquistense.

Essa contribuição, contudo, precisa ser investigada com mais profundidade por pesquisas específicas.

Ainda assim, a hipótese sociológica é consistente.

A confiança que aproxima empresários também pode aproximar voluntários.

A rede que ajuda alguém a abrir uma loja também pode mobilizar recursos para ajudar uma família.

O comerciante que emprega pode também financiar uma iniciativa social.

A comunidade que celebra junta também pode se organizar para enfrentar dificuldades.

Economia e solidariedade, portanto, não são necessariamente mundos separados.

Podem nascer da mesma matriz social.

É possível que uma das maiores contribuições dos miguelenses para Vitória da Conquista tenha sido exatamente essa capacidade de transformar relações pessoais em redes econômicas e redes econômicas em vínculos comunitários.


José Sizinío e o legado de uma geração

É nesse momento que a história coletiva retorna ao indivíduo.

José Sizinío Pereira do Couto.

Um nome.

Uma vida.

Uma família.

Uma memória.

Sua partida nos faz pensar que nenhum ser humano existe isoladamente.

Cada pessoa é parte de uma rede.

José Sizinío foi irmão.

Foi amigo.

Foi filho.

Foi parte de uma família.

E essa família, por sua vez, é parte de uma comunidade.

Ao pensar nele, penso em Edirlei.

Meu amigo.

Meu colega do curso de Economia.

Um homem que, para mim, carrega valores que reconheço em tantos miguelenses que conheci ao longo da vida.

O trabalho.

A honestidade.

A simplicidade.

A capacidade de construir.

A amizade.

A solidariedade.

A perseverança.

E, sobretudo, a compreensão de que ninguém vence sozinho.

Talvez seja esse o maior ensinamento da pesquisa de Weslei Piauí e seus colegas.

O empreendedorismo pode ser estudado nos números das empresas, mas sua origem está nas relações humanas.

E é justamente nesse ponto que a trajetória de Edirlei e de seu irmão José Sizinío ganha uma dimensão simbólica.

A história de uma família pode ser, também, a história de uma comunidade.


O que os miguelenses ensinaram a Vitória da Conquista

Os miguelenses ensinaram que uma comunidade pequena pode produzir grandes trajetórias.

Ensinaram que migrar não é desaparecer.

Ensinaram que trabalho pode ser patrimônio.

Que família pode ser rede de proteção.

Que confiança pode ser capital.

Que conhecimento pode ser transmitido.

Que empreendedorismo pode ser coletivo.

Que memória pode atravessar gerações.

E ensinaram, sobretudo, que uma cidade se constrói também com aqueles que chegam.

Vitória da Conquista não é apenas o resultado de quem nasceu aqui.

É também o resultado de quem escolheu viver aqui.

De quem acreditou aqui.

De quem abriu um comércio aqui.

De quem constituiu família aqui.

De quem educou filhos aqui.

De quem ajudou a criar empregos aqui.

De quem construiu redes sociais aqui.

Entre essas pessoas, estão os miguelenses.


Epílogo: uma história ainda aberta

Talvez a maior homenagem que possamos prestar a José Sizinío seja reconhecer que sua história não termina com sua morte.

Ela permanece.

Permanece em Edirlei.

Permanece na família.

Permanece nos amigos.

Permanece na comunidade.

Permanece na história dos miguelenses.

E permanece na própria Vitória da Conquista.

Por isso, este editorial não é apenas uma despedida.

É também um convite.

Um convite para que pesquisadores, historiadores, sociólogos, antropólogos e genealogistas aprofundem o estudo da comunidade miguelense.

Para que se investiguem suas origens.

Suas redes familiares.

Sua migração.

Seu papel econômico.

Sua participação comunitária.

Sua contribuição para o terceiro setor.

E, com rigor científico, a possível presença de ancestrais sefarditas ou cristãos-novos entre determinadas famílias da região.

A história ainda está aberta.

E talvez descubramos que existem capítulos que ainda não foram escritos.

Mas uma coisa já podemos afirmar.

A história dos miguelenses é uma história de deslocamento, mas também de permanência.

É uma história de migração, mas também de pertencimento.

É uma história de comércio, mas também de solidariedade.

É uma história de indivíduos, mas também de redes.

É uma história de São Miguel das Matas, mas também de Vitória da Conquista.

E, acima de tudo, é uma história de pessoas.

Como José Sizinío.

Como Edirlei.

Como tantos homens e mulheres que partiram de uma pequena cidade e ajudaram a construir uma grande cidade.

Neste momento de dor, abraço fraternalmente meu amigo Edirlei Pereira do Couto, toda a família e todos aqueles que tiveram o privilégio de conviver com José Sizinío.

Que a memória seja maior que a ausência.

Que a história seja maior que a morte.

E que os valores de uma vida digna continuem atravessando gerações.

Descanse em paz, José Sizinío Pereira do Couto.

Você parte da vida.

Mas permanece na memória.

E, enquanto houver memória, haverá história.

O miguelense pode sair de São Miguel das Matas.

Mas São Miguel das Matas nunca sai do miguelense.





REFERÊNCIAS

AMARAL, Enéas de Oliveira; GOMES, Almiralva Ferraz; SANTANA, Weslei Gusmão Piau. O Paradigma da Ação Empreendedora: reflexões a partir do Estudo de Caso de Miguelenses. Revista da Micro e Pequena Empresa, v. 16, n. 2, 2022. O estudo analisa a ação empreendedora de migrantes empresários provenientes de São Miguel das Matas e região, destacando a mediação de atores coletivos, a inspiração e a aprendizagem e o caráter coletivista do empreendedorismo miguelense.

MENEZES, Durval Lemos. A República dos Miguelenses. Vitória da Conquista: Brasil Artes Gráficas, 2016. Obra de referência para a reconstrução da memória e da trajetória das famílias miguelenses na formação de Vitória da Conquista.

PREFEITURA MUNICIPAL DE VITÓRIA DA CONQUISTA. Missa marca encontro anual da comunidade miguelense de Vitória da Conquista. Registro institucional da trajetória migratória e da preservação da identidade cultural da comunidade miguelense.

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