Translate
Seguidores
IPTU na zona rural não é só desespero; é exploração
![]() |
| Foto: Almerindo Neto |
*por Almerindo Neto
Depois de tirar até a última gota da população da cidade, agora a Prefeitura de Vitória da Conquista quer fazer o mesmo com quem vive na zona rural. A prefeita Sheila Lemos decidiu aumentar ainda mais a cobrança de impostos justamente sobre quem já vive com dificuldade.
O Projeto de Lei (PL) nº 40 foi enviado para a Câmara Municipal escondido, em regime de urgência, para ser votado rápido, sem dar tempo para ninguém saber, discutir ou reagir.
Sheila Lemos (União Brasil) já pesa no bolso de quem mora na cidade com IPTU e várias taxas: iluminação, esgoto e lixo. Agora resolveu ir atrás do campo também. A sensação é que o objetivo dela é arrancar até o que resta da população rural, que já enfrenta estradas ruins, falta de água, escolas precárias (muitas vezes sem merenda) e quase nenhum atendimento médico.
A situação criada pela prefeita foge do que a cidade já viu. É uma gestão que gasta mal, favorece empresas e deixa o povo sem serviço público. Muitos especialistas chamam esse tipo de administração de “gastadeira”, porque joga dinheiro fora sem beneficiar a população.
Para piorar, a prefeita pegou mais um empréstimo milionário, que vai reduzir o dinheiro disponível para investir em serviços sociais no futuro. Ela também apresentou um orçamento cortando quase R$ 300 milhões das áreas sociais, o que vai piorar ainda mais a saúde, a educação e a assistência social.
Ela diz que o motivo é a queda nos repasses do Estado e do Governo Federal. Mas essa justificativa não conta tudo. Vitória da Conquista tem um dos maiores orçamentos da Bahia e deve ultrapassar R$ 2 bilhões no próximo ano.
Além disso, a prefeita fez uma reforma administrativa que privatizou serviços essenciais e criou mais de cinquenta cargos de confiança, aumentando ainda mais os gastos com pessoal. Tudo isso enquanto usa a Lei de Responsabilidade Fiscal como desculpa para cortar serviços da periferia e da zona rural.
O que está acontecendo é o seguinte: ela aumenta os serviços terceirizados, com trabalhadores ganhando menos, e cria um verdadeiro balcão de negócios para as eleições. As contratações temporárias viram moeda política: servem para agradar cabos eleitorais e fortalecer o controle do governo, enfraquecendo a participação popular.
Por isso, o desespero da prefeita tem uma lógica: tirar dinheiro da periferia e do campo para fazer caixa para as eleições de 2026, e assim eleger o marido e aliados do União Brasil, que estão desgastados politicamente.
Essa estratégia aparece no aumento absurdo de taxas e impostos, para tampar o rombo nas contas públicas. Alguém tem que pagar pela má gestão. Se a conta não fechar, muitos esquemas podem vir à tona, mostrando o enriquecimento de grupos de empresários próximos ao governo.
No fim das contas, o IPTU na zona rural não é só pressa por arrecadação. É um projeto político para tirar dinheiro de quem trabalha e transferir para quem já tem muito, às custas da pobreza de quem mora na periferia e no campo.


0 comments :
Postar um comentário