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segunda-feira, 16 de fevereiro de 2026

A ILUSÃO DO CARNAVAL, A CORRUPÇÃO SISTÊMICA E A CARTOGRAFIA DA MAIS PROFUNDA DESIGUALDADE SOCIAL NA SOCIEDADE BRASILEIRA

A ILUSÃO DO CARNAVAL, A CORRUPÇÃO SISTÊMICA E A CARTOGRAFIA DA MAIS PROFUNDA DESIGUALDADE SOCIAL NA SOCIEDADE BRASILEIRA

*por Prof. Dirlei A Bonfim



Vou iniciar a minuta desse Artigo/Ensaio, com a citação de  DAMATTA (1979)' ... "No Carnaval, o mundo vira ao avesso para que o pobre possa ser rei, o preto possa ser branco e o homem possa ser mulher”. É o único momento em que a sociedade brasileira se permite a ilusão de uma igualdade absoluta, onde o asfalto e o morro se abraçam antes que as cinzas tragam de volta a hierarquia implacável do cotidiano."  Para o antropólogo Roberto DaMatta, o Carnaval não é apenas uma festa, mas um "ritual de inversão" que tenta resolver, temporariamente, o abismo da nossa desigualdade. Em sua obra clássica Carnavais, Malandros e Heróis, ele explica essa "ilusão" sob três ângulos: A Inversão de Hierarquias: No cotidiano, o Brasil é marcado pelo "Você sabe com quem está falando?". No Carnaval, essa estrutura rígida é suspensa. O pobre vira rei, o oprimido vira destaque, e a elite "desce" para o asfalto. É a ilusão de que somos todos iguais sob a fantasia, ocultando a miséria real que retorna na quarta-feira de cinzas. A Rua como Palco Democrático: DAMATTA (1979), argumenta que a rua, normalmente um lugar de passagem e perigo para o pobre, torna-se um espaço de prazer. A elite burguesa, que você menciona, muitas vezes financia essa "ilusão" (através do apoio a escolas de samba ou camarotes exclusivos) para manter uma válvula de escape social, evitando que a tensão da desigualdade exploda em conflito real. O Dilema Brasileiro: O Carnaval revela a nossa dificuldade em ser uma democracia plena. Como não conseguimos igualdade perante a lei e na economia, criamos essa igualdade ritual. É uma forma de "compensar" a corrupção e a pobreza com um momento de glória estética e emocional. A "ilusão" que você aponta é, na visão dele, o que permite que uma sociedade tão cindida continue funcionando sem se despedaçar, embora não resolva as raízes da exploração. Você acredita que o financiamento das escolas de samba por setores obscuros reforça essa "ilusão" de integração social...? Então...? Segundo o Professor Roberto DaMatta (1979), apresenta a discussão de como o Carnaval funciona como uma "válvula de escape" em uma sociedade onde a desigualdade social é brutal e a corrupção é sistêmica. A "ilusão" não é apenas estética, mas um mecanismo sociológico para suportar o peso de um país hierarquizado. Conforme as análises do antropólogo DAMATTA (1979), podemos observar: A "Igualdade Mágica": No Brasil, as leis muitas vezes não valem para todos (o famoso Jeitinho Brasileiro), mas o Carnaval oferece a ilusão de que, na avenida, todos são iguais. O político corrupto e o cidadão comum ocupam o mesmo espaço festivo, criando uma democracia momentânea que mascara a exclusão real do resto do ano. A Elite e o Financiamento: A "elite burguesa corrupta" que você menciona utiliza o Carnaval como uma forma de legitimação social. Ao financiar o espetáculo, muitas vezes com dinheiro de origem duvidosa (como o jogo do bicho ou esquemas financeiros), a elite compra uma "paz social" temporária, transformando a miséria em estética para consumo internacional. O Ritual de Esquecimento: DaMatta argumenta que o Carnaval é o momento em que o brasileiro "suspende" o tempo. É a ilusão de que os problemas da Câmara, do Senado e do Planalto desapareceram. O problema é que essa suspensão da realidade permite que a corrupção continue operando nas sombras enquanto o povo está distraído pela explosão de alegria. Inversão de Papéis: O pobre "mora" no palácio (o carro alegórico) e é tratado como nobreza por quatro dias. Essa fantasia serve para que, na Quarta de Cinzas, ele aceite retornar à sua condição de invisibilidade e exploração sem se rebelar contra as injustiças das instituições. Na visão de DAMATTA (1979), o Carnaval é a "utopia brasileira": como não conseguimos construir uma sociedade justa e ética no plano político e jurídico, nós a construímos no plano do ritual e da festa. Você acha que essa estética da alegria acaba por "anestesiar" a indignação da população...? A partir das considerações do Professor Jessé Souza, em sua obra A Elite do Atraso (2019), ... Ele vai manifestar uma visão  muito mais dura e pragmática que a de DaMatta )(1979). Enquanto DaMatta vê o Carnaval como um "ritual de integração", Jessé o enxerga como parte de uma engrenagem de humilhação e alienação da classe trabalhadora pela elite. Aqui estão, alguns dos pontos centrais,  a lógica e a visão do Professor SOUZA (2019),  sobre esse cenário:1. A Elite e o Ódio ao Povo: Jessé argumenta que a elite brasileira (a "burguesia financeira") não tem um projeto de nação, mas um projeto de saque. Para ele: "A elite brasileira é escravocrata. Ela não odeia a corrupção, ela odeia o povo. A corrupção é o biombo que ela usa para esconder o assalto ao Estado que ela mesma promove." 2. O Carnaval como "Anestesia" e Alienação. Diferente da "ilusão romântica", Jessé sugere que a cultura, quando manipulada pela elite, serve para manter o pobre em seu lugar, celebrando sua própria "natureza emocional" enquanto é explorado economicamente: "A ideia de que o brasileiro é 'homem cordial' ou 'festivo' é uma construção da elite para nos convencer de que não somos capazes de pensar, apenas de sentir e dançar. É a forma de nos manter como a 'ralé' que serve aos interesses do capital."3. A Burguesia Financeira e o Racismo de Classe. Sobre a sociedade pobre e a corrupção das elites (como os casos financeiros já devidamente apontados e registrados pelos autores).

"A corrupção do mercado e do sistema financeiro é invisibilizada, enquanto se cria um escândalo moral sobre o Estado para justificar a retirada de direitos dos mais pobres. 4. A Falsa Moralidade : Para SOUZA(2019), a indignação da "Faria Lima" com a corrupção é hipócrita. Ele defende que: "O mercado financeiro é o verdadeiro local da corrupção sistêmica no Brasil, mas ele se vende como o reino da eficiência enquanto escraviza a população através do endividamento e da desinformação." Em síntese, para além da visão do Professor Jessé Souza: O Carnaval: É visto menos como uma "democracia ritual" e mais como uma forma de a elite dizer: "Divirtam-se, mas continuem sendo apenas corpo e emoção, pois o cérebro (o poder e o dinheiro) pertence a nós". Sempre numa relação de suprema exploração dos “senhores dos palácios, contra as classes da senzala. Nos remete a inúmeras reflexões dicotômicas, do que classificam como “bem estar e civilidade”, ou seria o emprego da força na mais absoluta desumanidade...? No Casa-Grande & Senzala" (1933), de Gilberto Freyre, é uma obra fundamental para entender a formação social brasileira, propondo que a miscigenação e a interação cultural entre portugueses, indígenas e africanos, especialmente no contexto do engenho, moldaram um caráter único no Brasil, marcado por uma relativa plasticidade cultural e convivência, o que ficou conhecido como "democracia racial". A visão de Gilberto Freyre sobre o Brasil (o "Passado que Somos"). Miscigenação como ponto forte: Freyre rompeu com as teses racistas de sua época (anos 1930) ao argumentar que a mistura de raças e culturas no Brasil foi um fator positivo, criando um povo mais adaptável e culturalmente rico. O Patriarcalismo: A sociedade brasileira foi moldada pela economia açucareira e o sistema de família rural patriarcal, onde a "Casa-Grande" (moradia do senhor) e a "Senzala" (habitação dos escravos) eram dois polos que conviviam, por vezes, em proximidade ambígua. Violência Sexual e Poder: O autor descreve o patriarcado com forte cunho de sexualização e violência, onde o senhor de engenho exercia poder total, mas também recebia influências culturais da senzala. Crítica à idealização: Embora fundamental, a obra é criticada hoje por idealizar a "democracia racial" e minimizar a brutalidade da escravidão, que, segundo críticos como Florestan Fernandes, foi o verdadeiro alicerce das desigualdades modernas. Citações, considerações e Ideias Relevantes do (Casa-Grande & Senzala). “A nossa formação social se processa... tendo a família rural ou semirural por unidade... órgão da formação social brasileira a família colonial”. “O estudo da história íntima da rotina de vida é onde melhor se sente o caráter de um povo”. Freyre falava do “equilíbrio dos antagonismos” entre o senhor e o escravo, uma ideia polêmica de que a proximidade física gerava acomodação em vez de apenas ódio racial. A indústria do Carnaval e a profunda desigualdade social: O Carnaval de Salvador é frequentemente celebrado como a maior festa popular do mundo, mas essa imagem festiva esconde uma profunda desigualdade social, evidenciada de forma contundente pelo trabalho dos cordeiros. Esses profissionais, essenciais para a estrutura da festa, trabalham em condições precárias, separando os foliões que pagam caro por abadás daqueles que acompanham o bloco da "pipoca", simbolizando a segregação espacial e econômica que marca a folia. Aqui apresento alguns dos pontos centrais que conectam a ilusão carnavalesca à realidade dos cordeiros em Salvador: A Ilusão: "A Festa de Todos". Privatização do Espaço Público: O modelo de carnaval de Salvador, baseado em blocos de trio e camarotes, segrega os circuitos, transformando espaços públicos em áreas de exclusividade para quem pode pagar, muitas vezes com patrocínios milionários e luxo. O "Cordeiro" como Barreira: A função dos cordeiros é justamente manter essa separação. Eles seguram as cordas que criam uma barreira física entre o "dentro" (pago) e o "fora" (pipoca), evidenciando a hierarquia social na folia. A Realidade: Profunda Desigualdade Social: Condições de Trabalho Precárias: Cerca de 15 mil pessoas, a maioria em situação de vulnerabilidade, trabalham como cordeiros. Eles enfrentam jornadas exaustivas de mais de 10 horas sob o sol escaldante, frequentemente sem pausas adequadas, água ou alimentação. Remuneração Baixa: Historicamente, a diária dos cordeiros é extremamente baixa em relação ao alto valor dos blocos. Em (2024), diárias relatadas giravam em torno de R$ 80,00, embora acordos recentes tenham buscado aumentos e benefícios como cestas básicas, caracterizando como o violento processo de exploração, extorsão retrato das senzalas do século XXI. Maus-tratos e Risco: São comuns denúncias de maus-tratos, falta de segurança, e casos de trabalho análogo à escravidão. Cordeiros também relatam receber agressões, tanto de foliões quanto em situações de tumulto. Perfil dos Trabalhadores: A maioria dos cordeiros é composta por pessoas negras e de baixa escolaridade, o que reflete o racismo estrutural e a subalternização de corpos negros no contexto da festa. O Debate Atual: Busca por Direitos: O Ministério Público do Trabalho (MPT-BA) atua monitorando as condições de trabalho dos cordeiros. A categoria busca melhores condições, reajustes na diária e maior valorização através da Associação dos Cordeiros. Carnaval do "Apartheid": A estrutura de camarotes e cordeiros, exemplificada por obras como a passarela de acesso a camarotes em áreas públicas, é frequentemente criticada como "apartheid" social, exacerbando o abismo entre ricos e pobres durante a festa. Mesmo com as poucas melhorias e alguns benefícios dispensados aos profissionais Cordeiros, ainda está muito longe de um trabalho que possa ser reconhecido para dignidade humana. Portanto, o caso dos cordeiros desmascara a "ilusão" da democracia racial e social no Carnaval, mostrando que a alegria e o brilho da festa na Bahia são sustentados por um trabalho de base altamente precário e desigual.

A exploração brutal, como modelo e a desigualdade social, como forma sistêmica de tratamento aos profissionais trabalhadores que exercem seu ofício, como são  enfrentadas pelos cordeiros (trabalhadores que seguram as cordas dos blocos) na indústria do Carnaval de Salvador são denúncias recorrentes e um problema social historicamente documentado.  Principais Aspectos da Exploração e Desigualdade: Condições Precárias: Os cordeiros frequentemente trabalham em condições insalubres, sob sol forte, por longas jornadas de até 8 horas ou mais, sem intervalos adequados para descanso ou alimentação. Baixa Remuneração: A diária oferecida é considerada muito baixa, variando em anos recentes (como 2024 e 2025) entre R$ 80,00 a 110,00 reais de diária, um valor que muitos consideram insuficiente e que não condiz com a importância ou o esforço físico da função. Vulnerabilidade Social: A maioria desses trabalhadores são pessoas desempregadas ou em situação de vulnerabilidade social, que veem no Carnaval a única oportunidade de renda extra, o que as torna suscetíveis a condições de trabalho degradantes. Violência e Maus-tratos: Há relatos e denúncias de maus-tratos, agressões e até casos análogos à escravidão por parte de seguranças e produtores dos blocos. Invisibilidade: A situação dos cordeiros contrasta fortemente com o brilho e o luxo da festa que eles ajudam a viabilizar, evidenciando uma profunda desigualdade social no coração da folia baiana. Algumas Considerações finais longe da Conclusão. Vamos trazer para essa discussão o filósofo, Professor Pierre Bourdieu ( um dos sociólogos mais citados para explicar como a desigualdade se mantém de forma "invisível" através da cultura e da educação.  Para entender a profunda desigualdade social, suas obras fundamentais, para alargar uma compreensão do processo da desigualdade social. Segundo BOURDIEU (1989), “A illusion é a crença no valor do práticas e interesses, ganhando capital naquele campo (prestigio, visibilidade). Carnaval: A "ilusão do Carnaval" permite que as classes subalternas acreditem que estão participando de uma festa igualitária, quando, na verdade, os códigos de distinção, o alto custo para desfilar em posições de destaque e a comercialização ("mercado do carnaval") reforçam a hierarquia.  Violência Simbólica e Reprodução do Conceito: A desigualdade social se perpetua através da cultura, onde as classes dominantes impõem seus gostos e estilos de vida como legítimos. Carnaval: O Carnaval pode ser visto como uma forma de "violência simbólica", onde a estrutura da festa (luxo vs. fantasia barata, camarotes VIP vs. arquibancada/rua) é naturalizada como uma celebração, disfarçando a opressão econômica. A Distinção (1979): Considerada sua obra-prima, analisa como o gosto (música, comida, arte) não é uma escolha pessoal, mas uma ferramenta de exclusão social. As classes dominantes usam o "bom gosto" para se distinguir e reafirmar sua superioridade, transformando privilégio econômico em prestígio cultural. Em A Reprodução de (1970) : escrita com Jean-Claude Passeron, foca na desigualdade escolar. Bourdieu argumenta que a escola não é neutra; ela valoriza a cultura de quem já é rico (o "capital cultural"), fazendo com que os filhos das elites tenham sucesso natural, enquanto os pobres parecem "menos capazes", legitimando a exclusão. A Miséria do Mundo (1993): Uma obra densa que reúne centenas de entrevistas para mostrar o sofrimento causado pelo neoliberalismo e pela exclusão social no cotidiano. É um retrato humano e sociológico das "feridas" da desigualdade na sociedade moderna. Em Habitus (2010): Um sistema de comportamento que "aprendemos" desde cedo conforme nossa classe social, ditando como agimos e o que achamos possível alcançar. E a Violência Simbólica: Quando a desigualdade é aceita como "natural" pelas próprias vítimas, pois as estruturas de poder (como a escola ou a mídia) escondem sua arbitrariedade. O conceito de violência simbólica, descrito como a naturalização da desigualdade pelas próprias vítimas. O habitus é simultaneamente individual e social. BOURDIEU (1998), considerou-o como um mecanismo de mediação entre sociedade e indivíduo. O habitus pertence ao domínio coletivo por um grupo ou classe, mas também é internalizado subjetivamente pelos indivíduos que compõem essa classe e dá a eles uma gama de ações entre as quais eles escolherão e exercerão as que considerarem mais adequadas em suas relações sociais. O método da "cartográfico" ou mapeamento do espaço social, desenvolvido por Bourdieu, Deleuze e Guattari, é uma ferramenta analítica de base empírica projetada para visualizar as posições relativas dos agentes na sociedade, fundamentada na distribuição de capital econômico, cultural, social e simbólico. Ao analisar a classe operária e a profunda desigualdade social. Bourdieu utiliza dessa cartografia para demonstrar que a posição de classe não é apenas econômica, mas uma estrutura habitada (habitus) que perpetua a dominação, frequentemente de forma invisível. Vamos para alguns dos pilares da cartografia bourdieusiana aplicada ao mundo operário: Mapeamento da Posição Social (Espaço Social): Bourdieu constrói mapas sociais (frequentemente usando análise de correspondência múltipla) onde a classe operária se encontra na base do volume total de capitais (pouco capital econômico e cultural). Esta posição define as "chances de vida" e os limites de ação. O método cartográfico, inspirado por Bourdieu, Deleuze, Guattari, foca no acompanhamento de processos, sendo amplamente utilizado para estudar as transformações subjetivas e sociais nas classes populares e operárias, também no processo da desigualdade social.




Algumas Referências :

BOURDIEU. P. A Distinção: Crítica Social do Julgamento (Edusp, 1983): Analisa como o gosto e o consumo cultural marcam distinções de classe.(2010).

O Senso Prático (Vozes, 2009): Desenvolve os conceitos de habitus e ação social.

A Profissão de Sociólogo (Vozes, 1999): Escrito com Jean-Claude Passeron e Jean-Claude Chamboredon, aborda a metodologia de pesquisa.

Pistas do Método da Cartografia: Pesquisa-Intervenção e Produção de Subjetividade.

Organizadores: Eduardo Passos, Virgínia Kastrup e Liliana da Escóssia. Ano de Publicação: 2009 (primeira edição). Meditações Pascalianas (Bertrand Brasil, 2001): Reflexão teórica sobre a história da razão e Educação e Reprodução Social.

"Narrativas da desigualdade" (2013, Mauad Editora), organizada por José Sergio Leite Lopes, também utiliza métodos etnográficos e de mapeamento cartográfico. 2013.

A Reprodução: Elementos para uma Teoria do Sistema de Ensino (Francisco Alves, 1975): Com Jean-Claude Passeron, analisa o papel da escola na perpetuação das desigualdades.

O Poder Simbólico (Difel, 1989): Explora como a cultura e a linguagem são usadas para dominação.

A Dominação Masculina" (La domination masculine), que foi publicado originalmente na França em 1998. 

Mil Platôs: Capitalismo e Esquizofrenia 2 (Deleuze e Guattari), Ano original: 1980 (FR). Edição sugerida (referência comum): Editora 34, 1995 (São Paulo).

O Anti-Édipo: Capitalismo e Esquizofrenia 1 (Deleuze e Guattari), Ano original: 1972 (FR)ed.restrita.

1. Jessé Souza. A edição mais citada de A Elite do Atraso foca na herança escravocrata do Brasil e na crítica às instituições modernas.

SOUZA, Jessé. A elite do atraso: da escravidão à Lava Jato. Rio de Janeiro: Estação Brasil, 2017/2019. 

2. Roberto DaMatta, Este clássico da antropologia brasileira analisa os rituais e dilemas da sociedade, como o carnaval e a "malandragem". 

DAMATTA, Roberto. Carnavais, malandros e heróis: para uma sociologia do dilema brasileiro. 6. ed. Rio de Janeiro: Rocco, 1979/1997.

(Nota: A primeira edição foi publicada em 1979 pela Zahar). 

3. Gilberto Freyre

Obra fundante publicada originalmente em 1933, com diversas reedições recentes. 

FREYRE, Gilberto. Casa-grande & senzala: formação da família brasileira sob o regime da economia patriarcal. 51. ed. São Paulo: Global, 2006.



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contribuição do Professor DsC Dirlei A Bonfim, Doutor em Desenvolvimento Econômico e Ambiental, Professor da Rede Estadual da Bahia, Professor Formador IAT/SEC/BA. 02/2026.1.


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