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terça-feira, 14 de julho de 2026

Hospital Municipal e o SUS em Vitória da Conquista

 


Hospital Municipal e o SUS em Vitória da Conquista:

O verdadeiro desafio está na organização da Rede de Atenção Primária à Saúde


*por Herberson Sonkha



"O hospital é parte importante da solução. Mas nenhum sistema de saúde será eficiente enquanto a Atenção Primária deixar de cumprir plenamente seu papel de coordenadora do cuidado."




O importante debate sobre a construção de um Hospital Municipal em Vitória da Conquista, proposta apresentada pelo governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues (PT), não apenas evidencia uma postura institucional pautada na cooperação entre os entes federativos, como também transcende as disputas da esfera político-partidária. Trata-se de uma iniciativa que revela uma concepção republicana de gestão pública, na medida em que prioriza o interesse coletivo e a efetivação do direito fundamental à saúde acima das divergências políticas.

segunda-feira, 6 de julho de 2026

INFIDELIDADE OU DISPUTA HEGEMÔNICA?

Fonte: Blog do Sena

Entre a fidelidade partidária e a disputa pela hegemonia:

o caso Diogo Azevedo revela muito mais do que uma cassação de mandato.”

 


*por Herberson Sonkha

 



A política raramente se explica pelos fatos que aparecem na superfície. A cassação do mandato do vereador mais votado da história recente de Vitória da Conquista, Diogo Azevedo, é um desses acontecimentos que não podem ser compreendidos apenas pelo texto da legislação eleitoral ou pela decisão judicial que encerrou, ao menos formalmente, o caso. Toda decisão jurídica importante nasce dentro de uma determinada realidade política, e é essa realidade que merece ser analisada.

sexta-feira, 19 de junho de 2026

O Forró em risco: a invasão do "Breganejo" no São João Baiano


"Quando a indústria cultural substitui o rito pela mercadoria,
a Bahia perde mais do que uma festa: perde sua memória e sua alma."



*por Herberson Sonkha



Sob o prisma da crítica cultural e da antropologia da performance, observa-se, no cenário junino na Bahia, principalmente na região sudoeste, um fenômeno que extrapola a simples mudança de repertório musical. Trata-se de uma verdadeira erosão do forró [patrimônio imaterial brasileiro, reconhecido por sua capilaridade social e densidade simbólica] diante do avanço devastador de um produto midiático apressadamente classificado como "sertanejo". Ou, para usar a terminologia precisa e despida de eufemismos, um "breganejo" de fachada, cuja ascensão revela muito mais sobre a lógica deletéria da indústria cultural do que sobre a genuína tradição nordestina.

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